Ganhei o último CD do Erasmo Carlos - Rock And Roll - há mais de mês. Confesso que não acreditava muito no trabalho. Mas ao ouvir, senti a retomada roqueira e pique de guri do Tremendão. Sem frescuras pseudomodernosas. Letras e música simples e eficiente. Vale a pena ouvir no churrascão de domingo, no carro com a patroa. E para não dizer que estou falando bobagens, deixo aqui o comentário da tia Rita Lee sobre o disco:
“Rock não é coisa para maricas. Erasmo está aí que não me deixa mentir. Ao ouvir esse último trabalho imagino o “gentle giant” cantando no palco vestido de couro preto da cabeça aos pés enquanto marca o beat da música com a mão na coxa. Desde Marlon Brando e James Dean sou chegada num bad boy. Erasmo era o bad boy da Jovem Guarda, o que para mim significa ser ele o verdadeiro pai do rock brasileiro.
E no meio dos trocentos clones que poluem as atuais paradas de sucesso com suas mesmices, eis que nosso Tiranossaurus Rex abre alas só com inéditas. As músicas são a simplicidade com trombetas. As letras o pretinho básico com diamantes. O backing vocal um coral de anjos infernais. Os instrumentos e os arranjos são pérolas do bom gosto (rola até um Farfisa e um Hammond no meio de modernidades sonoras). E toda essa farra pilotada pela produção de Merlin Liminha.
Graças aos deuses Erasmo é Erasmo, uma sacação genial se dizer cover de si mesmo no meio dos Elvis, Robertos, Rauls e Beatles, seus roqueiros porretas. Você vai ouvir um macho apaixonado pelas fêmeas do planeta sem o menor pudor. Entre mulheres melancias, samambaias, melões e jacas, só Erasmo para proclamar aos quatro ventos que a mulher é uma guitarra.E rola de tudo no salão.
Melodias lacrimejantes, harmonias delicadas, rocks gaiatos, baladas românticas, declarações rasgadas, deboches safados, conselhos para dor de cotovelo, guitarras sutis, baixos esquisitões, enfim: Rock´n´Roll me deu uma baita inveja da leveza com que ele conduz seu barquinho por entre as tempestades e calmarias da vida. Erasmo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Pontilhão entre o inverno e a primavera
A chuva, o granizo, os ventos que atormentam a primavera deste 2009, acabaram também, sufocando as flores e folhagens que adornam a estrada de chão da rua onde moro, no Guaíba Country Clube. Mas é só olhar mais atentamente para se perceber alguma beleza entre tanto desarranjo. Como esta manhã fria e úmida com seus fachos de luz rasgando em holofotes a antipatia das nuvens gris.
foto: Ari Teixeira
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A noite em que a Padre Chagas ficou às escuras
Guga, meu dileto amigo e colega chegou a-ta-ca-dí- ssi -mo ontem pela manhã. "Acredita que ainda estou sem luz em casa?" Desde o início da noite passada a chuvarada que inundou várias regiões do Estado, desta vez, pegou uma boa parcela dos que vivem em zonas chiques de Porto Alegre. Guga tem um apartamento na elegante Padre Chagas. Que nunca soube o que é ficar as escuras por mais de 15 minutos. Ele avisou aos criados: se ligarem da Defesa Civil, peça água Perrier. Por favor! Na tarde desta terça-feira, Guga ainda andava às voltas com a falta de energia.
Outro amigo, que atua no setor de refrigerantes e mora no elegante bairro Petrópolis, me fez traumático relato de sua noite e madrugada de horror: "Cheguei em casa às 21h de ontem. Tudo escuro. Sem luz. Subi 4 andares com a luzinha do celular. Abro e porta e vejo minha mulher cercada de velas coloridas. Sobras de aniversário. Uma delas era o número 1 outra o 4. Vermelhas... Ou seja, parecia um despacho vivo dedilhando no laptop..." Jogava paciência! E ouvia meu radinho de pilha, no programa do Pedro Ernesto..." Nossa!
Não resistiu, fez uma piada: "Ouçam o barulho da chuva. Que legal! Lembro dos meus tempos de racionamento de luz... A reação da família foi tão "positiva" que comeu um sanduba e recolheu-se ao berço. Só as 3h voltou a maldita luz...Saravá! A mulher parmanecia no sofá, abraçada a uma almofada. parecia uma espécie de pomba gira furibunda! A filha mais velha tão indignada estava com a falta de luz que foi deitar às 20h.
Ainda no escuro, não conseguia parar de rir da cena dantesca (como diria Ruy Ostemann). O rosto da esposa iluminado por velas vermelhas! Só faltava, farofa e pipoca... Sei lá, Moinhos, Petrópolis e outros bairros nobres no escuro? Pensei na possibilidade de atentado, mas a maioria dos dirigentes de partidos da esquerda popular vivem na região. Foi coisa da Mãe Natureza mesmo. Sábia como sempre.
Outro amigo, que atua no setor de refrigerantes e mora no elegante bairro Petrópolis, me fez traumático relato de sua noite e madrugada de horror: "Cheguei em casa às 21h de ontem. Tudo escuro. Sem luz. Subi 4 andares com a luzinha do celular. Abro e porta e vejo minha mulher cercada de velas coloridas. Sobras de aniversário. Uma delas era o número 1 outra o 4. Vermelhas... Ou seja, parecia um despacho vivo dedilhando no laptop..." Jogava paciência! E ouvia meu radinho de pilha, no programa do Pedro Ernesto..." Nossa!
Não resistiu, fez uma piada: "Ouçam o barulho da chuva. Que legal! Lembro dos meus tempos de racionamento de luz... A reação da família foi tão "positiva" que comeu um sanduba e recolheu-se ao berço. Só as 3h voltou a maldita luz...Saravá! A mulher parmanecia no sofá, abraçada a uma almofada. parecia uma espécie de pomba gira furibunda! A filha mais velha tão indignada estava com a falta de luz que foi deitar às 20h.
Ainda no escuro, não conseguia parar de rir da cena dantesca (como diria Ruy Ostemann). O rosto da esposa iluminado por velas vermelhas! Só faltava, farofa e pipoca... Sei lá, Moinhos, Petrópolis e outros bairros nobres no escuro? Pensei na possibilidade de atentado, mas a maioria dos dirigentes de partidos da esquerda popular vivem na região. Foi coisa da Mãe Natureza mesmo. Sábia como sempre.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A mulher, um bichano e um marido fujões
Ontem recebi o e-mail de uma ex-colega de Zero Hora. Disse que visitou o blog e adorou seu estilo descontraído. E desde que eu não revelasse a fonte, me relataria uma recente experiência pessoal. Topei, é claro. Cansada do marido farrista, o expulsou de casa. As amigas a recriminaram. Ele era trabalhador, simpático e boa pinta. mas volta e meia sumia. Era um carteado em lugar ermo, pescarias em açudes secos e um celular repleto de números e ligações estranhas em horários incômodos. Aos 46, com a filha encaminhada na vida, não precisava aturar homem galinha. O único gato peludo naquele seu espaço seria de quatro patas.
Referia-se a Charles, um siamês de personalidade forte, por coincidência, presente do marido que, aliás, não se conformou com a separação. Queria mais uma chance, a décima! Ela resistiu bravamente ao assédio. Flores, perfumes e ligações cheias de apaixonada saudade. Até o dia em que o siamês sumiu. Chovia muito, o vento era desanimador e o felino não voltou como das outras vezes. Mais um macho a lhe decepcionar. Charles, pelo menos, era solteiro e independente, como todo siamês.
Uma semana depois, apareceu o marido confessando o “seqüestro” do gato. Só o devolveria se o aceitasse para a décima primeira chance, porque afinal de contas, ele mudara, estava com 50 anos. Amadurecera. Argumentou que os gatos, assim como os homens custam a atender a um chamado. Gostam de passar a noite na rua e retornam de rabo entre as pernas querendo carinho. Ou seja, como as mulheres amam os bichanos se estes tem as mesmas características que detestadas em seus parceiros?
A infeliz comparação provocou risos em minha amiga. O bom humor, mesmo nas horas difíceis era o que mais a agradava nele. A noite tinha sido pavorosa. Com chuva e vento. Sentira a falta do "cretino sem-vergonha". Abriu as portas e entraram felizes, o homem e o bichano. "Todo gato fujão para não incomodar mais, acaba castrado. Vira um dócil amiguinho. Então, se homens e gatos são tão semelhantes...” ameaçou, olhando firme para o marido que está se puxando para fazer tudo certo. Até onde vai essa dedicação, ela não sabe e assim, aproveita a boa fase. Jura que se ele reincidir, está fora. Sei....
...mais de Nico Jasper Jr (o que não estava na coluna do Cascatinha
Olhem só a Juventude Transviada do Vale do Taquari
" Alternativa que achei mais criativa na época foi roubar - seria melhor dizer, "furtar" - lâmpadas vermelhas que ornamentavam a decoração de Natal da praça no centro de Arroio do Meio. Queimei os dedos várias vezes, mas o efeito foi muito bem. E não sujou ninguém, ao contrário dos amigos que preferiram pintam com nankin (lembram?), singelas lãmpadas de 60 watts. Como lembrou o amigo Júlio Rodrigues, lá da terrinha, muitos pilares e colunas de garagens eram disputadíssimas... principalmente durante as "músicas lentas..."
" Alternativa que achei mais criativa na época foi roubar - seria melhor dizer, "furtar" - lâmpadas vermelhas que ornamentavam a decoração de Natal da praça no centro de Arroio do Meio. Queimei os dedos várias vezes, mas o efeito foi muito bem. E não sujou ninguém, ao contrário dos amigos que preferiram pintam com nankin (lembram?), singelas lãmpadas de 60 watts. Como lembrou o amigo Júlio Rodrigues, lá da terrinha, muitos pilares e colunas de garagens eram disputadíssimas... principalmente durante as "músicas lentas..."
Giilberto Nico Jasper de volta ao blog do Castinha
Deu no site do Fernando "Cascatinha" Albrecht:
"O leitor e jornalista Gilberto Jasper (na foto acompanhado da esposa Carmen) conta como, em tempos idos, um grupo de Arroio do Meio resolveu recriar, nas reuniões dançantes, as últimas tendências da moda, como aqueles globos giratórios cheios de efeitos luminosos. O amigo de Jasper (quem será, hein?) recheou a peça com cacos de espelho quebrado às escondidas da mãe. O efeito até que foi legal, mas rendeu um castigo. Outra idéia foi pintar lâmpadas com tinta vermelha. Má idéia, porque a tinta derreteu e caiu no cangote das meninas."
Depois, eu sou o português...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ontem meu níver, hoje Dia Internacional do Idoso?
Algo muito estranho aconteceu. Quarta-feira passada completei 57 anos. Meu parceiro, Gilberto "Nico" Jasper organizou uma festa surpresa, realmente surpreendente porque garantiu o silêncio absoluto de todas mulheres envolvidas na organização, incluindo a minha. Alguém já viu mulher guardar segredo? A festa em um boteco da capital foi muito bacana, abracei amigos que não via faz tempo. Só por telefone atendi quase 50 ligações, sem contar torpedos e e-mails. Como tenho a mais absoluta certeza de que não sou o cara mais popular de Porto Alegre, fiquei um pouco preocupado. Até mesmo, em função do teor do convite enviado pelo Nico Jasper:“No próximo dia 30, nosso amigo, guru e guia espiritual (com especialização na Índia, hare bába!) Ari Teixeira estará comemorando (será?) mais um "reboco na parede da vida". Famoso por ter feito a cobertura do vôo inaugural do 14-Bis e das proeza da FEB na 1ª Guerra Mundial, certamente o calejado repórter gostará!”
“Provavelmente o Pequeno-Grande Homem vai sacar que estamos tramando alguma coisa. Afinal, ele a-do-ra uma sacanagem! Mas vamos tentar fazer de conta que nada está ocorrendo, mas é preciso cuidado! Um homem como ele, que já dobrou o Cabo da Boa Esperança, não pode ser cometido de fortes emoções, sob pena de prejuízos ao coração, colesterol, diabetes, estas coisas... O festerê acontecerá HOJE, TERÇA-FEIRA, dia 29, a partir das 20h, porque certamente amanhã - data exata da "efeméride" - ele estará com os familiares, numa tentativa de compensar tantos pecados já cometidos ao longo de quase um século de vida.
Por unanimidade um grande amigo/colega/parceiro, vamos fazer o possível pra reunir em torno do Arizinho o maior número possível de fãs dele e homenagear o Rei da Expointer, além de confraternizar entre amigos. ATENÇÃO! Pede-se às viúvas, antigas namoradas, "casos", "amantes" e outras figuras comprometedoras que contenham o ímpeto! Trata-se de uma festa familiar... ao menos até a meia-noite...”
Quem sabe o teor do convite, ou minha aparência não revelem algo que preocupou os amigos e, solidários, se apressaram em celebrar meu níver? Estarei com ares moribundos? De qualquer maneira é chato saber que no dia 30 de setembro, me aproximei ainda mais dos 60 anos e o dia seguinte (1º de outubro), a humanidade celebrou o Dia Internacional do Idoso! Parece provocação.
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