terça-feira, 15 de junho de 2010

Dunga, a grossura e a alegria de vencer um ditador

Eu não vou muito com o estilo Dunga. É grosso, um cara complicado, ou tão descomplicado que ao tornar tudo  relativo, complica o entendimento dos outros que  gostariam de mais efeitos visuais, mais arte. Quem sabe? 

Ele briga com a imprensa, e eu como jornalista, sei de muitos colegas grossos e arrogantes. Simplificam tudo feito o Dunga. Consideram-se o Centro do Universo, ases da informação exata. Gente chata.

Da mesma forma, não posso torcer contra o time de meu País, especialmente quando o adversário é uma seleção de soldados orientais, vítimas de um ditador – outro grosso – metido a dono da verdade. É muito pior!
Têm o exército a seu favor.

Quero arrassar o futebol vacilante dos coreanos do Norte! Fazer o ditador sofrer. Porque até nossos grossos, nossos mal-humorados precisam ser melhores do que os outros.

E tenho postado! 

domingo, 13 de junho de 2010

Amar ainda é tudo

O verdadeiro Dia dos Namorados seria 14 de Fevereiro em homenagem ao bispo Valentim que, contrariando as determinações do Imperador romano Claudio II, o Gótico, promovia cerimônias de casamentos às escondidas. Explico: o soberano Claudio acreditava que os solteiros eram melhores soldados e assim, em tempos de expansão imperial, vedava a união estável entre jovens apaixonados. No Brasil, o 12 de junho surgiu em função de um vazio entre as datas importantes para o comércio.

Não me venham com lero de Santo Antônio, que este simpático santo, não era o casamenteiro que pintam. Os lojistas queriam vender nos difíceis anos 50, quando o consumo era muito menor. As datas de boas vendas haviam passado - Natal e Páscoa. Criaram então, a oportunista celebração do amor romântico. E hoje em dia, haja cartão de crédito e outras alternativas para se escolher um presente para o seu amor. Esqueceu? Dançou!

Estar envolvido com alguém não é nada disso. E tão profundo e complexo que até hoje não temos respostas definitivas. As pessoas se divorciam dizendo que nunca mais e pimba! Retomam o calendário da paixão uma, duas enfim, quantas vezes acharem necessário, em busca daquele "viveram felizes para sempre!" Amar faz bem, amar faz mal, sei lá. Amar é um imenso deserto. Quem vive sob seus domínios enfrenta o sol escaldante, as tempestades de areia e o frio das longas noites solitárias até merecer o oásis do bem viver a dois.

O amante prevenido guarda no coração o beijo que sacia a fome da paixão e tatua em sua pele o cheiro, as mãos nervosas que cumprem o percurso do prazer. E transforma os sussurros em música, em hino de uma pátria a ser conquistada a cada novo dia. E assim, com corpo e alma consagrados a um sentimento único, retomam a jornada. É, a vida faz do amor, uma eterna caminhada por estas areias escaldantes.

Tem o vendaval do dia-a-dia, o bafo morno da rotina, a sacudida das crises, das pequenas traições, das juras secretas que transformaram-se em eco diante de um abismo de rancor e crediários. “Quantas vezes amor me tens ferido! Quantas vezes razão, me tens curado!” escreveu Bocage. “É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim, que faz eu pensar em você, esquecer de mim”, constatou Zezé de Camargo.

Sim, não pode existir egoísmo entre namorados. Quem um dia vestiu sua fantasia mais íntima para agradar aquele que deseja transforma-se em: “Fogo que se arde sem ver". E no ardor do sentimento, seja uma relação nova, ou antiga, o verdadeiro amor é assim como a "ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer”, conforme descreveu o português Luiz de Camões (celebrado nesta semana que passou).

Canções e poemas de amor inundam a nossa vida. Muitas vezes dizemos que os tempos difíceis estão acabando com o romantismo. Mas a seu jeito, cada casal tem seu código secreto, sua missão a dois a ser cumprido em um ritmo que devem aprender a dois. É a parte mais dífícil, mas também, pode e deve ser a mais deliciosa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sem medo das sombras vivas

Eram quase 9h da noite e um menino franzino, com idade próxima aos sete anos brincava com uma latinha de refrigerante na calçada da avenida Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. De repente dois grandões aproximam-se e arrancam-lhe a lata. Um joga o guri no colo do outro e quando o solta, já o deixa sem o abrigo com capuz que o cobria.

O guri foge, desvia-se de chutes e pontapés. Atravessa a avenida igual a malabarista entre os carros, Escapa da morte uma, duas, três vezes. Da janela de uma lotação, Mariana observa, chocada, a forma como tudo aconteceu. E pensa: “Em casa meu filho tem medo do escuro. Ali, foi justamente em um canto escuro, no vão de um edifício, na rua fria e úmida, que aquele menino refugiou-se”.

Isso aconteceu nos primeiros dias de frio e Mariana passou a observar melhor a infância atirada às ruas. Filhos nascidos no acaso, ou então de famílias onde o desemprego tira as crianças da escola, do carinho que não tem em casa. Vivem nas esquinas, vendem balas, limpam vidros e alimentam-se de drogas. Um dia, desaparecem. Anjos sem luz.

 “Quem dera o perigo maior fossem os monstros que sua imaginação infantil cria. Mas as sombras ganham formas. Tem identidade e garras enormes", percebe. Mariana não aceita mais ser apenas observadora desta cena. Quer contribuir de alguma forma. Sem medo de errar, a encaminhei para um clube de serviços, tipo Rotary. Sentir-se mal, reclamar dos governantes não mudará nada. Será mais uma no coro dos descontentes. Buscar parcerias, entidades públicas e privadas significa a verdadeira mudança.

Aliás, muita gente olha com preconceito o abnegado trabalho de organizações como Rotary e outras ONGs. Eu sou rotariano. Tenho orgulho da atuação discreta, mas efetiva na comunidade onde vivo. Através de meu clube, por exemplo, lideramos e organizamos eventos importantes que ajudam a reduzir desigualdades sociais. O Banco de Alimentos adotado pela Fiergs, no Rio Grande do Sul, começou no Rotary. Por exemplo.

Quando olho a infância perdida nas ruas das cidades onde circulo, não sofro o remorço e culpa da omissão. Afinal, de alguma maneira, tenho me doado para o servir. E  a sensação que permanece é gratificante. Acompanhar os jovens que apoiamos, em busca da realização através de intercâmbios mundo afora, ou ainda na primeira infância, recebendo material de ensino em escolas e creches, nos premia com a sensação viva - real - de que um dia, nenhum deles sofrerá o medo das frias sombras vivas das ruas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Giba Jasper é 50tão!


No dia sete de junho de 1960, nascia Gilberto Jasper Jr. A década da rebeldia, da libertação também engatinhava. Ano em que Brasília se tornava a capital do Brasil e, a partir de Liverpool, iniciava-se a “british invasion” no rock’n’roll mundial. No mesmo período, mas lá no coração do Vale do Taquari, a partir de Arroio do Meio, o pequeno Nico – assim era conhecido entre familiares e amigos – tornava-se lider da revolução em direção à quase metrópole - Porto Alegre, of course.

Filho de empresário de sucesso, ligado ao setor de refrigerantes, não ouviu os apelos familiares e fez seu voto de pobreza ao decidir-se pelo jornalismo! Tampouco aceitou a proposta do pai e da mãe que lhe comprariam um jornal na região – quem sabe um diário tipo o alemão Bild, de Hamburgo. Nunca! Foi à luta, trabalhando aqui e ali, passou por veículos de comunicação importantes da região até chegar a Zero Hora.

Hoje é um bem sucedido assessor de imprensa. Fui conferir as características do signo do amigo Giba – Gêmeos – e percebi que tem tudo a ver: Os nascidos neste período,  são pessoas  “adaptáveis, observadoras, comunicativas, charmosas, de reações rápidas e brilhantes, de boa vontade, ecléticas, versáteis, sociáveis, divertidas e simpáticas, talentosas em diversas direções, de espírito ágil.”

O site  http://www.astrologiareal.com.br/  revela essa personalidade espontânea e bem falante. “São capazes de improvisar, e o fazem com brilho e agudeza. Seus estados de ânimo são voláteis, e por isso não se pode saber como é que estarão no momento seguinte. Assim, a flexibilidade pode tornar-se obstinação em dois tempos.”

Esse é o Giba Nico Jasper Jr que todos nós conhecemos. Um cara sério, responsável até demais, mas um grande parceiro para todas as horas. É aquele que me lembra as datas importantes e está sempre pronto para um conselho, uma dica oportuna. Um torpedo de grande pontaria, a qualquer hora. Profissionalmente já atuou ao lado de secretários de Estado, empresários bem sucedidos, redações de jornais, parlamentares estaduais e federais, além de governadores de Estado. Atua na comunicação do Tribunal de Justiça. Lá, mais uma vez, reafirma as suas maiores virtudes como profissional.

Tenho orgulho de estar incluído em sua reserva especial de amigos. E guardo comigo o sonho de um dia estarmos juntos, em uma consultoria de comunicação. A experiência e capacidade profissional deste grande cara, somada a seu coração de super-pai, garantiriam o sucesso de qualquer empreendimento.

O Giba é um cara família. Alemão disciplinado e disciplinador por natureza, é o ídolo da Laura e do Henrique. Está casado com dona Carmen Jasper. Juntos formam uma dupla fantástica, parceiros mesmo quando as nuvens se tornam cinzas e carregadas de trovões. O tempo os torna mais fortes e unidos.

Parabéns Gilberto Jasper Jr. Estamos todos muito orgulhosos por merecermos tua amizade. O clube dos 50tões também é assim, democrático e unido para te socorrer nos momentos dos uis e ais cinquentenários.   

Só os medíocres são felizes às segundas

Sabe quando começa a dar aquele arrepio nos domingos à tarde? A sensação de que uma má notícia vem chegando, uma indisposição que não tem nada a ver com a macarronada na casa de familiares, ou do churrasco tradicional. É uma névoa que invade os parques, torna os adultos mais sensíveis e as crianças ansiosas. Pode estar frio, tarde ensolarada e o mate na temperatura ideal. Aquele sentimento de que o universo conspira contra as pessoas de bem nos deixa em alerta antidepressivo. Nem é porque morreram muitos no trânsito - isso virou rotina -  ou em função dos engarrafamentos. Todos sempre saem na mesma hora, com as mesmas manias, a mesma pressa e a mesma certeza de que nada vai mudar.

Duro é saber que apesar de todo o esforço, de toda a disposição em carregar o piano da melhor maneira, haverá sempre um idiota com palavras doentes a te pressionar, a empurrar para baixo. Por mais que você some dois mais dois igual a quatro, terá um sabido encastelado em sua cultura limitada a te dar alguma espetada e gritando, solene, com ar superior: "Você não aprendeu que 2 e 2 é igual a 5?" É nas segundas-feiras que temos a mais absoluta certeza de que a felicidade terrena pertence aos medíocres, aos sociopatas, puxa-sacos que se alimentam de uma desprezível arrogância. Aliás, onde andam os arrogantes de fundamento? Aqueles que aos menos tinham algum talento?

As notícias no rádio nos alertam, com certezas instantâneas. Ouvintes exibicionistas, repórteres despreparados trocam torpedos e se auto-elogiam. Somos o que resta a partir disso. Somos o que escolhemos e determinamos. Sim, em algum momento de nosso passado, nos achamos muito melhor do que a média e matamos a aula que ensinaria a agir sob constante turbulência. Temos culpa sim. Lembram nossos chiliques a cada pequena crise? A insegurança, o medo de mostrar a cara? Foi desta maneira que deixamos o bumbum à mostra. E aí...

O jogo não está perdido, eu sei. As chances de reagir estão aí. Trabalhemos para as segundas-feiras onde a angústia será basicamente a de saber qual roupa vestir e como nos comportaremos diante dos chatos e dos que se tivessem caratér, esse seria mau (frase do Giba Jasper). Está na hora de deixar essa gente na mão. E nos prepararmos para as segundas, terças, quartas, quintas e sextas da realização pessoal. Aí, a coisa mudará um pouco. Não muito, porque o cordão dos bajuladores e líderes de proveta é imenso. mas mantê-los a distância - ou pelo menos sob controle,  já será um ponto a mais no caminho das segundas-feiras menos sofridas. 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

VIVA O FERIADO PREGUIÇA!

Quinta-feira nós folgaremos. Eu falo da maioria que não estará de plantão ou trabalha no setor de entretenimento. Esses passarão o dia envolvidos com turistas, cinéfilos e outros tantos que buscam diversão. O feriado deles é em outro momento. E será tão preveitoso quanto o nosso. Ou melhor. Tenho amigos que já estão de malas prontas para subir a Serra. A região das Hortênsias com seus programas muito caros e paisagens deslumbrantes é uma pedida. É tudo muito bem organizado. Gramado, Canela, Nova Petrópolis parecem cenários em 3D de filmes de Hollywood. Às vezes a comida - vendida como típica - é igual a comida de filme. Visual dez, sabor zero! Só o preço, é claro, é verdadeiramente caro!

Mas tem gente - e me incluo nesse grupo - que permanecerá em casa. Vamos organizar o que nunca está totalmente organizado. Acabaremos, vencidos pelos estresse, dormindo no sofá logo após o almoço e postergando a tal arrumação para outro feriado. Duvidam?

A vida poderia ter mais momentos assim. Tem gente que critica feriados. Mas quem disse que somos obrigados à trabalhos forçados? Turnos cruéis que ultrapassam oito horas diárias, sofrendo às vezes, humilhações, salários reduzidos. No primeiro mundo que tanto nos espelhamos, se trabalha muito menos.

Viva o feriado preguiça! Aquele onde automóveis circulam sem matar ninguém. Desde o início do ano, já morreram quase 700 pessoas no trânsito. A maioria não deu folga a ansiedade. Um brinde a um programa diferente. Só amanhã nada de tevê. Nem jornal do almoço, nem balanço. Notícias mornas e crimes rotineiros, me dêem licença. Estarei no feriado-preguiça. Sugiro concluirem aquele livro bacana que nunca sai da mesma página. Está lá, mofando na estante. Ler é viajar sem sair da poltrona.

Um parceiro me diz que receberá colegas do trabalho para um churrasco no sítio. É outro que optou por morar na zona rural da Grande Porto Alegre. Está mais distante dos teatros, confortos modernos. Mas é bom viver longe da guerra civil urbana. Receber amigos é remédio para a alma. Quando a turma volta para suas casas, ficamos com uma saudade instantânea. Trocar energias, aliviar tensões.

Então, um dia de folga não é sinônimo de tempo perdido. Na verdade são horas que recuperamos. A parada revigora. Sentaremos em volta de alguma mesa para curtir um prato especial, a sobremesa infalível de uma tia querida ou, o assado com tempero secreto da avó. Em feriado até piada velha tem graça.

Sexta-feira é o pit stop para reabastecer os compromissos. Mas nada muito grave não. No sábado tem mais. A mulher macia e absolutamente linda que não cruzou diante de quem necessitava, pode estar se preparando na estética para arrasar no sábado à noite. O cara charmoso a espera de uma solteira conformada também sairá do futebol com a turma, à tarde, voltará para casa de depois de relaxar um pouco,  circulará pela noite de expectativas. Nem falo de encontros em bares de solteiro. Mas na cafeteria, ou diante de um vitrina no shopping. 

A vida é assim mesmo. Sob hipótese alguma, podemos nos deixar por atitudes depressivas. Tem alguém louco de vontade para bater à porta. Faltou a correta conjunção de astros, a taça de vinho encorajadora. Quem sabe não seria melhor um coquetel sem álcool? Refrescar sem tirar a razão de quem, de cara limpa, busca a felicidade. Dessa vez a coisa muda!

É isso que dá mais prazer. A expectativa preliminar. Nesta quinta-feira, quem sabe?

Sonhos em dias de Copa

Vivemos as emoções da Copa do Mundo de 2026. Em seus 39 dias, é a edição mais longa e a maior da história do torneio. E estranha!  Atletas, ...