quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Para Robin Willians, com carinho

A fortuna, a fama e a glória,  não foram suficientes para o talentoso Robin Willians, ator norte-americano que, em profunda depressão, acabou com a própria vida. Personagem de tantos filmes bacanas – Bom dia, Vietnã!, A Sociedade dos Poetas Mortos – só para citar aqueles que mais me agradaram, não segurou o grande personagem que representava para todos nós: do homem realizado, que faz o que mais lhe dá prazer, que alimenta a alma com a energia do próprio talento e o recicla entre milhares de fãs. Mas a tristeza quando escapa os limites da alma, transformando-se em distúrbio químico, é um perigo!

Seguidamente sou citado entre amigos e colegas de trabalho, como um sujeito equilibrado e tranqüilo. Eu, daqui do vulcão que não permito jamais entrar em erupção, me ponho a rir. Assim como tantos outros talvez tenha como maior virtude, a capacidade de manter as lavas da insatisfação, sempre distantes da depressão. Busco, lá no fundo, o que realmente sou e o que represento para os outros.

Assumir-se como centro da humanidade é uma espécie de escapismo originado, quem sabe, em limitações impostas por uma infância sofrida, dramas mal resolvidos, frustrações diversas. Sempre que me senti um zero à esquerda, procurei olhar o que convulsionava meus interiores e, com brutal esforço, é claro, dava um jeito de resolver a pendenga e me perceber muito maior, e melhor, do que qualquer drama existencial.

Assumir a limitada condição humana implica em aceitar erros - nossos e de terceiros – e cá entre nós, isso dá um certo alivio. Tira a corda – ou cinto – do pescoço. Desarma o espírito e sei, ajuda a dividir a dor com os outros, sem parecer um chato a reclamar de tudo e todos. Tem gente que passa metade da vida entre queixumes de falta de reconhecimento de amigos, de familiares, de amantes, de eleitores e candidatos. Quase morrem desgostosos. Mas nunca conferem como anda a estima. Gostar-se, um pouquinho que seja, faz bem.

Afinal, como dizia John Lennon, “Podes viver uma mentira até o fim, mas uma coisa jamais conseguirás esconder o tempo todo: é quando estás esmagado por dentro”. Vivamos então,  a nossa dor, como se o dia  de amanhã estivesse confirmadíssimo com sol e céu azul. Mas se por ventura chover, que seja uma benção a irrigar a esperança, confirmando que somos todos tão originais, tão únicos, que merecemos – e devemos -  inspirar com o nosso melhor, aqueles que circulam - temerariamente - entre os limites da razão.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A felicidade pedalada

A felicidade passeia em uma bicicleta de pneus gastos e aros desalinhados. Mas está lá, risonha, firme no velho selim de molas que range a cada solavanco. É tudo uma questão de equilíbrio, mas cair, esfolar-se, faz parte. Sempre haverá alguém a estender a mão. Nas esquinas, nas ruas movimentadas, a felicidade quase sufoca ao circular entre gente em quatro rodas e trilhas para todo tipo de ir e vir,  menos o dos que pretendem conduzir a existência com um mínimo de cuidado e atenção à paisagem.

Um bom ciclista não se deixa abater. Encara a subida mais íngreme e, na descida, vai atento aos freios para não despencar perigosamente. Às vezes a natureza torna tudo ainda mais arriscado, quase impossível. Muita chuva, muito vento, muita tempestade. E a tal felicidade passa a andar a pé, descalça no solo hostil, ou na carona dos que trocam a luta, o sorriso sempre reconfortante por compromissos falsamente urgentes e que nunca miram as consequências.

Quem se atreve a garantir que felicidade troca sua bike por uma vida em palácios, confunde riqueza com nobreza. Esta, raramente está na pompa de circunstâncias torpes, tão frequentes em  grandes impérios. Estes, encastelados em suas cortes, minguam na solidão de seu ilusório poder. Por isso, a felicidade prefere a simplicidade, jamais a simplificação megalômana.

É preciso estar sempre pronto para longas e penosas pedaladas. Buscar o dia perfeito no interior daquela manhã iniciada às avessas. Deu tudo errado? O tombo foi grande e entortou os raios das rodas? Saiba que os desencontros, as intempéries mais devastadoras sempre serão mais breves do que os tempos de céu claro e brisa leve. As peças quebradas substituímos, a felicidade também brota na reconstrução.

Ficar sentado à beira do caminho, como cantava Erasmo Carlos é que não resolve. “Olho pra mim mesmo, me procuro, e não encontro nada. Sou um pobre resto de esperança à beira de uma estrada”, choram os versos, salvos pelo refrão: “preciso acabar logo com isso. Preciso lembrar que eu existo”.

O argentino Fito Paez seguiu a mesma metáfora: “gosto de estar ao lado do caminho, Tragando a fumaça enquanto tudo passa. Eu gosto de abrir os olhos e estar vivo, ter de me entender com a ressaca (...) “viver atormentado de sentido, esta sim, é a parte mais pesada”. Por favor, não vivamos atormentados de sentido.Façamos tudo ter um foco, uma direção.

Aos que se veem diante de um precipício, por favor!  A vista é sempre assustadoramente bela diante do penhasco. Aproveite-a para enxergar longe, além das frustrações e perceber, lá na planície, a trilha que leva a um novo destino. Quem disse que não se pode traçar o próprio destino? O cansaço, a dor  e o medo serão apenas percalços desviados em pedaladas firmes. E a rotina, a partir daí, será não ter rotina.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A dieta da mente

Farinhas do mesmo saco: branca ou integral te fazem mal 
Todos sabem que a gastronomia é muito mais do que um hobby para mim. Leio tudo, sobre alimentos. Assim, não resisti ao tema proposto pelo médico norte-americano David Perlmutter em seu livro, “A Dieta da Mente”, recentemente lançado no Brasil pela Companhia das Letras. Sem meias palavras, ele afirma que os carboidratos podem destruir o cérebro humano. Não importa se é farinha branca, ou integral - rica em fibras, sais minerais e vitaminas. O médico e  pesquisador garante que o efeito é igualmente devastador: epilepsia, ansiedade, enxaquecas, depressão e redução da libido, estão na imensa lista de problemas provocados, segundo ele, pela ingestão de farináceos.

Em outras palavras, o livro promete provar que não são apenas fatores genéticos os responsáveis por danos ao cérebro, mas tudo aquilo que ingerimos. Para isso, apresenta relatos e entrevistas com a transformação de pessoas que estariam na trilha da demência e recuperaram - aleluia! - a saúde mental, por meio de uma dieta rica em “gorduras boas” que, segundo ele, facilitam o emagrecimento sem que se perca a cabeça.

Ele criou um programa de quatro semanas para garantir um “cérebro saudável, vibrante e aguçado - sem medicamentos”. A publicação inclui uma lista de receitas e metas fáceis de cumprir mesmo para os abobados da farinha. “O plano de ação de Perlmutter prova que você pode assumir o controle de seus genes, recuperarem o bem-estar e manter a saúde e a vitalidade por toda a vida”, diz um release da editora.

Assim, lá vai mais uma publicação entre muitas contestadas, em sua efetividade – voltada aos gordinhos - grupo ao qual me incluo. Somos refratários a movimentos radicais  pelo emagrecimento. A nossa rotina é iniciar dietas que nos expiem a culpa e raramente concluí-las. Afinal, mesmo acima do peso, conseguimos trabalhar. Tampouco nos falta amor, afinal sempre podemos conquistar alguém, literalmente, pela barriga.

As publicações, dicas e dietas milagrosas se repetem quase que diariamente. Recentemente foi o fenômeno da dieta Dukan. Nos anos 80, eu lembro do médico João Uchoa e seu best-seller “Só é gordo quem quer”. Agora surge essa, que ameaça: além de gordo, posso estar me idiotizando a base de carboidratos.

De qualquer maneira, aprendi que a melhor receita é aquela que não te proíbe nada, mas reduz quantidades a níveis que afastem os perigos da gula. Em boca fechada não entra o alimento que aumenta o peso e reduz o QI. O segredo de toda a dieta, se chama equilíbrio. O problema é que para atingi-lo, eu pelo menos, ainda não consegui uma boa receita.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fralda roubada

Um pacote de fralda por uma reputação
Quantas vezes você desligou, ou trocou de canal na hora do noticiário? Ou pior, assistiu impassível ao desfile de brutalidades gratuitas que se repetem em nosso país? É uma repetição onde apenas se trocam as vítimas, porque o conceito do crime – desde o simples furto, até a corrupção e o desamor que destrói famílias – se torna mais evidente, assustador. Talvez até por isso mesmo, seja este o melhor momento para um banho moralizador e nunca moralista, em uma sociedade que agoniza entre o frio do concreto e o sangue de tantas vítimas. Queremos mais do que o simples existir, merecemos uma vida que tenha um sentido mais amplo do que esta modernidade de tantas tecnologias novas a brotar em uma sociedade sem ética.

Na semana passada eu vi, ninguém me contou, uma jovem grávida pegar um pacote de fraldas descartáveis no supermercado e surrupiá-la para a sua bolsa. Esses pequenos furtos, essas distrações éticas, ao se tornarem rotina, cobrem tudo no frágil glacê da desculpa pobre: “Não vai fazer falta, afinal eles são poderosos”, e lá vai ela, com seus conceitos simplistas, levando na barriga um ser que deveria, em tese, educar e dar exemplo, para uma vida exemplar. Quem sabe essa futura mamãe recrimine duramente os desvios em verbas públicas, reclame do celular que promete ser 4G e não completa a mais básica ligação. “Em que mundo nascerá meu filho?” Esquece que o ladrão não se reconhece pelo tamanho do furto.

Segundo psicanalistas, fatores como a hereditariedade, experiências a partir da primeira infância e o ambiente familiar, determinam a formação de uma criança que, ao sair da fase inicial do egocentrismo, onde tudo gira em torno de seu lindo umbigo, precisa da presença dos pais para ensinar coisas básicas, como ser nada legal tomar para si, objetos alheios.

Como controlar esses impulsos, se a mão que embalou o berço é mesma que não tem escrúpulos para pequenos delitos? Se a criança, inicialmente nada sente ao se apropriar do que não lhe pertence, a reação dos pais é fundamental, para demonstrar o quanto pode magoar terceiros. Sem excessos, para não traumatizar, mas com exemplos tirados da experiência própria de vida.

Que a família crie suas próprias fábulas, onde a dignidade não seja algo elástico e adaptável às ocasiões que fazem o ladrão. E que um mínimo senso ético, não desapareça, vergonhosamente, em uma fralda de bebê furtada às pressas. Isso é muito feio. E nocivo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dias de luta, dias de glória. Porque não?

Jovens suicidas, jovens depressivos. A fase mais bonita da vida -  apesar das incertezas e medos – mas tão rica pela surpresa do novo e a possibilidade de mudança, acaba desperdiçada no desencanto depressivo. Iinacreditável em um mundo onde quase tudo pode ser diagnosticado, remediado ou mantido sob controle. Fico abatido quando vejo tantos guris e gurias a sofrerem de forma tão intensa que chegam ao absurdo de atentar contra a própria vida. No início da semana, o ex-baixista da banda Charlie Brown Jr, cometeu suicídio. Leio nos jornais que Champignon, como era conhecido, sofria muito desde a morte do parceiro de banda, o vocalista Chorão, por overdose de cocaína (outro ato suicida). Ele não soube abrir os olhos para as coisas boas que permaneciam, como as canções, os fãs, e família e esposa, grávida de cinco meses. A depressão deixa suas vítimas cegas, surdas e mudas. Cria uma capa egoísta – eu sei bem, porque muito lutei contra a depressão – onde parece que a dor do mundo se concentra em si e diante de tanta e injusta aspereza, chega ai extremo de querer a morte.

Na minha adolescência, ainda existiam alguns desses médicos da família. O tipo que valia a pena se chamar de “doutor”, que ajudava contra os males do corpo e ainda receitava sábias dicas quando a dor era na alma. Um destes profissionais, certa vez me sugeriu que toda a vez em que estivesse “pra baixo”, levantasse o moral escrevendo sobre coisas bonitas, positivas. No princípio era doloroso exaltar o sol, quando eu me sentia coberto de nuvens negras. Mas na rua o dia lindo acabava vencendo. E se fosse tempço nublado, chuvoso, me forçava a buscar a beleza que se escondia na água que rolava da calçada, lavava os paralelepípedos (que palavra imensa!) e realçava o verde das árvores, dando um ar poético, mas não melodramático ao cotidiano.

E assim, fui enfrentando as adversidades, os monstrinhos dessa tristeza que surge do nada, ou às vezes de uma situação trágica, mas que deve ser enfrentada, porque essa é a nossa missão. Acho que tanto os jovens músicos do Charlie Brown cantaram temas bacanas, que talvez tenham esquecido sua própria mensagem. Sempre gostei, por exemplo, de ouvir  “Dias de Luta, Dias de Glória” , um verdadeiro hino à resistência ao afirmar “quanto mais a gente rala, mais a gente cresce (...)  Com a cabeça erguida e mantendo a fé em Deus, O seu dia mais feliz vai ser o mesmo que o meu. A vida me ensinou a nunca desistir, Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir. Podem me tirar tudo que tenho, Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo.”

Impressiona, não é? Então, sejamos aqueles que enfrentam todas as batalhas, que não são poucas, para vivermos também dias de gloria. Vamos além da nossa imagem no espelho, onde aquele “eu” que busca sempre o entendimento, não vai sucumbir diante das maldades alheias, dos pensamentos turvos, dos contrapés que aplicamos em nós mesmos. Se a dor é química, tem remédio, para tratar. Se a dor é do espírito, tem sempre alguém para te escutar.

E tirar lá do fundo, com total entrega, mesmo nas manhãs frias que antecipam à luta, a canção do Charlie Brown que concluía sabiamente: “Hoje estou feliz, acordei com o pé direito. E vou fazer de novo, vou fazer muito bem feito!” Isso vale para até para os jovens como eu, que já acumulam mais de meio século. Dias de boa luta para todos!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O véu que cobria a noiva

E lá estava o velho eucalipto no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Imponente, majestoso, até desabar sobre três pessoas que faziam sua caminhada habitual, ou simplesmente curtiam o verde que resiste ao concreto da cidade grande. Não vou aqui iniciar um tratado sobre a podridão que o devorava por dentro, não sou botânico. Mas a metáfora das aparências é irresistível. As cenas que assistimos no cotidiano onde as estampas – macias, bonitas e fofas – muitas vezes se consomem em uma feiura e aspereza interior que pode levar a grandes e surpreendentes tombos.

Apaixonado por fotografia, muitas vezes registrei eventos, casamentos, batizados e festas de amigos. Na maioria das vezes era contratado para trabalhos diferenciados, utilizando filmes e filtros, em cenas inusitadas. Hoje é comum, esse tipo de coisa, mas nos anos 70 eu conseguia um dinheiro extra e ainda me divertia. Ou tomava sustos. Foi mais ou menos assim, na vez em que fotografei uma noiva linda, morena de olhos verdes. Guria muito séria, frequentadora de Igreja. Ela e o noivo.

Tão envolvida estava com a idéia de fotografar o cotidiano, das aulas na faculdade até o curso de noivos que, numa dessas sessões fotográficas esqueceu que eu estava ali para registrar tudo. Minutos depois da foto em uma antiga loja de discos da Capital - um beijo tipo “selinho” no noivo, este sempre com pressa para voltar ao escritório, beijou apaixonadamente um cara que eu não conhecia, em plena Rua da Praia. Quando ela se deu conta que eu estava ali e havia registrado tudo, implorou: “Ele é só um antigo amigo. Foi uma brincadeira”, jurou.

É claro que joguei fora os negativos que a incriminariam. E ainda por cima, no dia do casamento, caprichei em outras fotos alternativas não comprometedoras onde o véu branco, símbolo de virginal pureza, contrastava com um sorriso enigmático. Soube que a relação durou exatamente um ano. O marido não precisou de minhas fotos para descobrir o óbvio. A árvore que haviam plantado crescia bonita, mas por dentro, a hipocrisia envenenava as boas intenções e não permitia dar corpo e força às raízes. Tornava-se casca e folhas... Nem precisou de vento para cair.

Certa vez, ao ler Adam Phillips, um psicanalista inglês, lembro que ele dizia que exigir monogamia aos casais era mais do que uma mentira, uma pressão para um a ser tudo para o outro. “É uma demanda moral irrealista”, ponderava. Mas igualmente alertava que as pessoas não estão preparadas para a infidelidade. Que sinuca, hein? Em síntese, todos querem ser felizes. E para isso escolhem casamentos e profissões, muitas vezes só pela projeção social a ser desfrutada. As aparências! E o próprio psicanalista aconselhava: “Há coisas muito mais importantes do que a felicidade: justiça, generosidade, gentileza.” Virtudes que, somadas, ajudam a manter a árvore da vida frondosa por muitos anos, com certeza.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dias de Pais Harmonizados

Pai também curte presentes caseiros
O tempo das meias, cuecas e gravatas de gosto duvido como presente para homens, já passou. A libertação das mulheres, que as colocou no mercado de trabalho e na vida pública em geral, também permitiu aos homens uma outra e definitiva libertação no caminho do lar.

O macho provedor, totalitário e muitas vezes irascível, tornou-se um sujeito preocupado com a harmonização – aproveitando uma palavra da moda – entre o trabalho e o lazer, passando por detalhes nunca antes imaginados para quem se considera um verdadeiro exemplar de seu gênero.

Hoje somos muitos a administrar as compras do supermercado, em listas que nós mesmos construimos, se possível em parceria com a esposa, ou mesmo, com com os empregados domésticos. Estes, que antes negociavam diretamente com a patroa, hoje ouvem respeitosamente os patrões, igualmente zelosos e detalhistas. Se gerenciam atividades no escritório, porque não o fazer em casa?

Toda essa conversa é para se chegar a conclusão de que, no Dias dos Pais, o foco é outro também. Pai, pelo menos o modelo que defendo, não fica achando que ninguém o ama se for esquecido ou receber um telefonema de última hora do filho para dar o “parabéns pelo teu dia”. Mas se existe a disposição para se comprar um bom presente, as opções agora são muito maiores.

Homens, antes restritos a grandes chefs em restaurantes, agora experimentam a estressante culinária doméstica. Com diferenças, ao contrário das mulheres, que aprendiam de mãe para filha e assim, na maioria das vezes refratárias às novidades, os novos donos de casa passam a curtir essas coisas inventadas para facilitar a vida na cozinha. Aparelhos para cortar, ralar e ajudar na tarefa cotidiana, são presentes muito bem vindos. Livros de culinária, são homens os grandes consumidores.

Enfim, tudo aquilo que ofendia uma dona de casa. Porque  a prendia na cozinha, é libertador para o macho da espécie, que pode usar os músculos antes úteis para abater javalis, agora perfeitos para sovar o pão com ervas, acompanhamento perfeito em um assado de porco salvagem, devidamente encomendado em algum bom matadouro. Legalizado, é claro, Pai é exemplo.

E por favor, não vamos confundir homens de verdade com esses monstros que vitimizam familiares, em notícias trágicas de jornais. Nós, os caras que amamos do fundo de nossos corações os filhos gerados, somos responsáveis por lhes deixar a lição  de que a força e a determinação de todo homem deve ser voltada à proteção de seu lar.

Se antes, éramos ensinados a sermos rudes e distantes, hoje recebemos nossos rebentos de peito aberto nas cozinhas de nossos lares. Um espaço magnífico onde as mulheres dominaram por tanto tempo e que nos cederam, pelo que vejo, com muito gosto. Então pessoal, as boas casas de utilidades no lar, reservam presentes bacanas para os novos papais donos-de-casa.

Às compras então, estão esperando o que?

Sonhos em dias de Copa

Vivemos as emoções da Copa do Mundo de 2026. Em seus 39 dias, é a edição mais longa e a maior da história do torneio. E estranha!  Atletas, ...