E aí no estacionamento do supermercado, abraçado em sacolas contendo pães integrais, frutas, verduras e um pecaminoso sorvete, enfim, compras de um gordinho cheio de culpas, se atravessa o sujeito cheios de sorrisos e asquerosa simpatia. Aquela típica dos leitores de auto-ajuda. Praticamente me abriga a largar tudo no chão para segurar seu folder. Ele vendia diet sheik!.
“Está me chamando de gordo?” Sem jeito, ele responde que só estava oferecendo um complemente alimentar saudável, que inclusive ajuda a emagrecer. De forma alguma pretendia ofender. “Então porque nesse imenso e lotado estacionamento tu me achou?” Enquanto ele pensava na resposta, pedi licença, abri o porta-malas, guardei as sacolas e dei um tapinha fraterno nas costas dele: “Amigão, to brincando contigo. Gordo não se irrita com isso. Mas da próxima vez, só coloca tua propagando no para-brisas", aconselhei. Deixa eu aceitar, sozinho, minha obesidade.
Sai feliz com a cara desconcertada do cara. E mais decidido, é claro, a perder muitos quilinhos. E o sorvete na sacola? Pô, era sábado. Eu estava tenso!
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