segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 Eleições e casamentos na urna


                                                                                                                                                                               Neste primeiro turno de eleições


Não concordo com extremismos que ultrapassem as regras da boa convivência humana. Por isso, gostei da movimentação dessa maioria colorida por ideais ou interesses privados, quem sabe? Os 33,4 milhões que não compareceram perderam uma boa oportunidade de exercer sua cidadania, respeitando as regras do jogo. Mas estavam no direito deles. E isso é o que importa.


O voto é parecido com um casamento. Com o tempo, as promessas fervorosas feitas nos palanques ou nos púlpitos religiosos acabam esquecidas diante da realidade cotidiana. Eu, por exemplo, não lembro em quem votei para vereador nas últimas eleições municipais. Pior ainda para deputado estadual. Quem recorda?


É mais fácil lembrar em quem votamos para prefeito ou governador e, claro, quem ajudamos a levar à Presidência da República. A democracia começa com o voto, mas não termina ali. Ela precisa seguir adiante, aprendendo a lidar com as urgências e as surpresas da vida real. E isso dependerá muito mais de compromisso do que de discursos românticos. Bem semelhante aos momentos eleitorais.


“Maridos e esposas não são diferentes de um casal de namorados”, cantava uma música da paraense Joelma. Na política também é assim. Eleitos, aqueles que receberam nossos votos para trabalhar por suas comunidades passam a enfrentar uma realidade que nem sempre combina com os vídeos bacanas produzidos para as redes sociais.


Agora, acredito, o foco deve estar naquilo que mais nos preocupa como cidadãos. No próximo dia 25, voltamos às urnas. E esse casamento, para dar certo, dependerá da nossa participação ativa, alheia aos banners coloridos e às frases de efeito.


No fim das contas, o que realmente importará será a escolha do caminho que melhor nos representará nos próximos quatro anos. Porque, depois da festa, vem a vida real. E casamento, como democracia, exige presença.

Nenhum comentário:

 Eleições e casamentos na urna                                                                                                              ...