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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um vinho frisante entre o chopp e a cerveja


Tenho muitos amigos que detestam vinhos brancos. “Vinho pra mim é tinto!” Decretam autoritários como se a cultura dos bons vinhos aceitasse esse stalinismo vinícola. Eu por exemplo, um gordinho em eterna luta com a balança, passo trabalho com os deliciosos maltes germânicos. A mais leve e saborosa cerveja, o mais bem tirado chopp, sempre me deixa com uma detestável sensação de “enchimento” etílico depois de algumas taças.  A barriga se alarga perigosamente por sobre o cinto. A pressão é horrível. "Vou explodir", imagino. Qual a solução? Vinhos tintos em plenos 40 graus? Mesmo refrescado, um malbec argentino, por exemplo é igual a cobertor de pura lã. 

Minha alternativa tem sido os bons vinho brancos gaúchos frisantes, mais jovens, frutados e leves. Aliás, para os reacionários do tinto, também temos excelentes frisantes tintos. Todos asseguram a refrescante sensação das bebidas gaseificadas e, no meu caso, não deixam aquela terrível impressão que somos barris cheios até as bicas! 

Vinho frisante é gostoso, tem versões demi-sec. Faz cócegas nas boquinhas delicadas e perfeitas de nossas amadas. O preço não assusta ninguém. Como são vinhos novos, para consumo imediato, tem custo entre 9 e 12 reais. Mesmo o tradicional lambrusco italiano não é muito caro.

Eu já experimentei e aprovei os seguintes marcas: Lunae (branco e rose) excelente frisante, seco e frutado da Salton. A Courmayer tem o seu lambrusco tinto (que tenta assemelhar-se ao italiano. Não compromete, bom para acompanhar um churrasco de costela, ou cordeiro assado). A cooperativa Aurora apresenta o Aurora Rosso Maggiori, também muito bom. Outro boa novidade é o  Oremus Giallo Frisante, feito com uma das uvas que mais se adaptou a Serra gaúcha, a moscato. É produzido pela Fante - especializada em bebidas e vinhos populares - que busca espaço no mercado de vinhos finos com preços atrativos. 

A dica está lançada. Aproveitem, porque eu já fiz a minha adega!

4 comentários:

Anônimo disse...

Ari ... tens que provar o tinto da linha de frisante da Salton. Assim como os demais é ótimo para estes dias de calor!

Ari Teixeira disse...

Concordo meu caro Anônimo. Aliás, o Lunae que eu cito no post é da linha de frisantes da Salton. E nem ousei a citar os vinhos verdes de Portugal, um pouco mais caros aqui (mas em Rivera, com preços entre 5 a 15 dólares!)

CarolBorne disse...

O Lunae é a bebida de sexta=feira, em companhia da minha comadre Babi! Tanto o branco como o Rosé são excelentes pra jogar conversa fora.

Gilberto disse...

Amigos leitores! Pelo menos em dois assuntos não se pode subestimar (em hipótese alguma!) meu guru Ari Teixeira: mulheres e vinho. Além de profundo conhecedor de ambos, trata-se de uma pessoinha dotada de extrema sensibilidade que transige, negocia, não impõe e faz do diálogo uma arma permanente. Por isso, se ele sentar à sua frente para conversar ... ouça! Será um privilégio e você certamente vai aprender. Sobre vinhos e mulheres e muitas outras coisas. Quem duvida, basta reler o comentário sobre os vinhos, especialmente o trecho que versa sobre "faz cócegas nas boquinhas delicadas e perfeitas de nossas amadas". Redigir uma frase destas realmente não é para qualquer mortal comum! Portanto, preclaro leitor... leia, reflita e aprenda. O cara é "bala", como diz meu filho aborrecente...