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sábado, 25 de setembro de 2010

Mulher passa a mão na bunda de homem

De plantão no sábado, decidi almoçar no shopping Iguatemi de Porto Alegre. Conservador, ainda curto o charme do lugar que acolheu - lá no início - uma loja da Sandiz, lembram? E estava eu ali próximo ao relógio, quando a cena me chamou atenção. Jornalista é pródigo em perceber movimentos que escapam da rotina. Ela bem bonita em seu jeans deliciosamente justo, seguiu o sujeito com os olhos. Fera na caça. Meio-dia. Todos famintos. Trocaram olhares. Ele percebeu que era seguido. Entrou na loja - procurava um tênis ou qualquer artigo esportivo - mas a mulher, seguiu adiante.

Eu já considerava o momento perdido quando percebo que ela retorna. Com os olhos azuis claríssimos, busca o macho concentrado, naquele exato momento, nos modelos de tênis com suspensão, amortecedores variados de impacto, etc. Ela, em sua despojada elegância aproxima-se da vitrine. Ele não percebe ao sair - sem ter comprado nada -, que ela o segue.

Ousada, pouco interessada na gente que circulava por ai, lança a mão de unhas bem feitas na bunda de sua vítima. Um toque macio, rápido e preciso. Sem a vulgaridade do ato quando praticado por homens. Os olhos da moça tinham alegria de criança arteira a roubar um doce. O rosto assustado daquele homem a transformar-se - lentamente - em um sorriso conivente, salvou a tarde.

Seguiram praticamente um ao lado do outro e imagino que a esta hora, se os deuses marotos do amor estão de bom-humor, devem te-los incentivado a divertirem-se da melhor maneira possível. Daquela maneira. Morram de inveja!

2 comentários:

Gilberto Jasper - Jornalista disse...

Amigo e guru! Viva! Finalmente as mulheres passaram da luta teórica pela igualdade à ação concreta! E deixaram de lado as chorumelas de megafone em punho junto às piras onde ardiam soutiens. Como tu escrevestes, a moça da cena delicadamente fez um gesto que nós, homens, dificilmente sabemos perpetrar com elegância, discrição e velada malicia. Parabéns à visão arguta de eterno repórter e a persistência de um detetive em dia de folga...
GILBERTO JASPER
Jornalista - P.Alegre

Flávio disse...

O quê que este sortudo tem que eu não tenho para merecer um afago no glúteo? Mundo injusto!