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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Assuma o controle, faça um melhor 2011!

Ficar naquela do Deus dará é o mais triste. Imagino o Todo Poderoso a cuidar da dieta do Arizinho, por exemplo, ou daquele projeto que a Luluzinha guardou na gaveta por pura acomodação. Lá estou eu, no fundo do caminhão chamado 2010, como uma melancia que foi se acomodando no andar da estrada ruim. Estão todas em cima! E eu sufocado! No topo tem a luz do sol, a brisa ou o vento que refrescam. E eu aqui, deixando as coisas como estão para não enfrentar uma certeira incomodação. Então, a aparente facilidade de não mudar é uma ilusão, um truque de espelhos onde o reflexo é sempre melhor do que a realidade à volta.

O ideal é aproveitarmos essa explosão de expectativas e nos concentrarmos em algo mais objetivo. Trabalhar apenas não resolve, é preciso valorizar todo esforço, torná-lo uma satisfação. Inclui aí ter maior domínio sobre as ações e, também, melhores possibilidades de renda. É difícil? Com certeza. Ser a última melancia do escritório, lá no fundo, onde ninguém quer te ouvir e ainda te paga mal para cumprir tarefas que mal sabem executar, exige apenas resignação.

Assim é fundamental estabelecer metas. Criar um projeto viável não é fácil. Mas jamais impossível. Sair à moda louca é apenas um ato isolado de descontrole. Até um rebelde estabelece seu plano. Estou aqui, à frente de muita literatura de auto-ajuda e não vi o milagre acontecer. Ora, é preciso juntar a teoria à pratica. Ser determinado e não ceder à tentação do balanço que safadamente ajeita teu solene bumbum na cadeira da rotina. E aí aceitas qualquer coisa que não dependa da criatividade. Basta repetir-se infinitamente.

Em 2011 quero ver meus amigos com metas mais ousadas. Como por exemplo, assumir o comando do caminhão de melancias. Criar tempo para sentir a mudança das estações e, quem sabe, sentar diante de um computador e escrever seu próprio livro. Sua história não é original? Por mais semelhanças que possa ter com todas outras, será sempre única, se levar tua apaixonada inspiração. E é esta condição que te levará a dias melhores. Vivos! Creiam, não existe idade para a tal mudança, mas sim, maturidade e determinação.  

Amigos, um Feliz Ano Novo para todos!

6 comentários:

Tárik disse...

Faltou dizer que vai querer ver mais teu filho mais novo, hehe.

Ari Teixeira disse...

Acontece que isso não é meta. É obrigação.

Anônimo disse...

No ano passado elegi 9 metas que foram afixadas num papel grudado junto ao computador para lembrar delas todos os dias. Seis foram atingidas. As demais foram transformadas em prioridades e outras foram acrescidas para tentar assegurar melhorias de rotina, mais qualidade de vida, ampliação do convívio com amigos, busca de arrojo no campo profissional e esforço para a reconciliação com afetos distantes. Estimulante a tua mensagem, amigão! Que todos se mirem nela para seremos, todos, protagonistas da nossa história!
GILBERTO JASPER
Jornalista - POA

Macfuca disse...

Olha meu amigo lendo o teu texto entendo bem o porque das melancias.
Primeiro discordo do seguinte. Filho não pode entrar como meta e nem obrigação eles são a parte viva que nos respondem sempre como o reflexo do nosso princípio de viva que cá pra nós é o melhor que temos.
Voltando as melancias, deste tempo que tenho analisado as mudanças, vejo que a primeira da pilha muitas vezes é a primeira a ser digerida dentro do sitema. O processo de mudança também não me agrada em nada, gosto mas não consigo. A nossa experiência já começa pela paciência que temos em esperar as melancias irem uma a uma caindo da caçamba. Pelo que sei não és uma melancia qualquer destas de comer em beira de estrada. Combinas mais com estas de Buffet que decoram e dão brilho a mesa. Por isso meu velho a tua possível acomodação esta somente no teu pensamento porque no verdade o teu coração esta sempre em plena atividade e mudança.
Pode se ver ou melhor Lêr pelos textos que escreves.
Como diz a música Eu quero morrer bem velhinho, assim, sozinho,
Ali, bebendo um vinho,
E olhando a bunda de alguém!

Atelier 404 disse...

Ah, meu querido! Eu também me sinto esta melancia aí no caminhão. Até pela identificação da forma!O pior é que meu caminhão quebrou e está na estrada parado! Como artista plástica não traço metas nem penso em grana... não é viável pensar em utopias! Pira o cabeção! Teka

Ari Teixeira disse...

Teka! Nestas horas a turma pragmática leva vantagem. Escolhem as opções mais rentáveis, os melhores planos de saúde, os amigos de melhor índole e classificam tudo por etapas a serem vencidas. É o exercício da página virada sem culpa, o up grade que não te deixa para trás, em um caminhão velho... Mas nós, de qualquer maneira, vamos longe. Principalmente quando nos despredemos de nossas teias e tornamos tudo mais interessante do que a monótona vida pragmática. Falei demais?